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Datas nas quais existem programação para o curso.

II Congresso Internacional de Engenharia Clínica e Gestão de Tecnologia em Saúde

CONGRESSO: 21 e 22/09 - WORKSHOP: 23/09

Criada no Brasil em 2001 com o suporte do Ministério da Saúde, a Engenharia Clínica sofreu um impacto positivo com a implantação da ANVISA. Dificilmente, as Unidades de Saúde poderiam, atender as exigências sobre o gerenciamento da manutenção dos equipamentos médico-hospitalares, exigidas pela legislação criada, se não fosse a Engenharia Clínica.

Desenvolvida inicialmente para atender às necessidades de manutenção e auxiliar na aquisição de equipamentos médico-hospitalares em geral, a chegada de novas tecnologias, adicionais exigências da legislação, demanda para maior e melhor segurança, tanto ao paciente quanto ao operador, restrições econômicas e interações com tecnologias digitais, a Engenharia Clínica foi obrigada a evoluir consideravelmente em suas atividades. O que era no Brasil uma profissão que cuidava basicamente da manutenção e auxiliava na aquisição de tecnologias em saúde, teve que se atualizar e incorporar conhecimentos em novas áreas de estudo como gestão de projetos, gerenciamento de risco, gerenciamento econômico e tecnologia da informação.

 

Importante ressaltar que a evolução ocorreu não somente no Brasil mas na maioria dos países desenvolvidos e em desenvolvimento. Embora a Engenharia Clínica esteja com um grau evolutivo bem avançado no Brasil, grande parte desses novos conhecimentos tiveram que ser trazidos do exterior e adaptados para o mercado nacional.

 

Nessa importação e adaptação, a academia teve um papel fundamental. A busca foi e está sendo feita através de participações em eventos científicos de Engenharia Biomédica, estágios no exterior, convite para palestras de especialistas nacionais e internacionais, seleção e adaptação de técnicas já consagradas na aviação e na indústria para a área de saúde e promoção de eventos nacionais e regionais de Engenharia Clínica e Biomédica.

 

Até o ano de 2015, em quase todos os eventos internacionais de Engenharia Biomédica, eram abertos espaços para que engenheiros clínicos pudessem apresentar seus trabalhos desenvolvidos basicamente em academia. Dificilmente, estes eventos eram frequentados por engenheiros clínicos por diversos motivos. Além da falta de apoio financeiro por parte dos órgãos financiadores e empregadores, o espaço dedicado para a divulgação de trabalhos desenvolvidos por engenheiros clínicos eram de 3 a 12 horas em eventos de 32 a 40 horas. Este reduzido número de horas dificulta bastante a solicitação, não somente o apoio financeiro das empesas, mas também a autorização de viagens para participação em eventos de Engenharia Biomédica.

 

Em Outubro de 2015 a cidade de HangZou na China, com o apoio do “Clinical Engineering Division da International Federation for Medical and Biological Engineering – CED/IFMBE”, promoveu o 1º International Clinical Engineering and Health Technology Management Congress – ICEHTMC-2015. Este evento foi um marco na historia da Engenharia Clínica com a participação de mais de 700 profissionais atuantes na área. Engenheiros Clínicos do mundo inteiro participaram do evento, onde foram apresentados e discutidos assuntos de interesse direto de profissionais que atuam na prática e não somente na academia. Tendo em vista a participação de figuras de renome internacional, no terceiro dia de evento foi promovida uma reunião (Global Summit) para discutir as formas de colocar a Engenharia Clínica como uma profissão, parte da equipe de saúde nos hospitais dentro da Organização Internacional do Trabalho (ILO).

 

Devido ao sucesso do evento e da importância das discussões promovidas, foi acordado que este tipo de evento deveria ter um processo de continuidade e ser realizado periodicamente a cada 2 anos. Assim, o segundo evento será realizado no Brasil, de 21 a 23 de Setembro de 2017 na cidade de São Paulo, nas dependências do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio-Libanês – IEP/HSL.


Diversos engenheiros clínicos renomados no Brasil e no exterior estão convidados para proferir palestras no evento, apresentar os cursos, promover as mesas redondas e, certamente, ter contato com engenheiros clínicos brasileiros. A expectativa é a participação de um grande número de profissionais da academia, das industrias e dos hospitais, tanto do Brasil como de países Latino e Norte-Americanos, Europeus e Asiáticos.

Também está sendo organizado o 2º Global Summit para a promoção de mais discussões sobre “Como promover a carreira de Engenheiros Clínicos em termos mundiais”.